25/02/2009
A benção de ter amigos
30/11/2008
Muito além dos limites...
Há pessoas que pela graça de Deus superaram grandes obstáculos, venceram limitações que pareciam intransponíveis, pessoas que aos olhos humanos estavam cheias de debilidades, mas que a partir dessas fraquezas se tornaram fortes. Cumpriu-se com elas a expressão da Palavra de Deus, “da fraqueza tiraram força”!
Pelo poder motivador de Deus, elas a despeito de tantas dificuldades que as rodeiam, apesar de tantas lutas que tem de travar dia a dia, se superam! Elas se tornam um espetáculo vivo de esperança e ânimo para todos aqueles que em algum momento experimentam desânimo e até mesmo desespero.
Há poucos dias assistindo a um pequeno vídeo sobre o testemunho e experiência de vida de Tony Meléndez, imediatamente veio à minha mente esta expressão “da fraqueza tiraram força”. A superação e a experiência de vida dele traduzem com grande ênfase o que significa esta afirmação.
Convido você a parar um pouquinho e assistir este vídeo postado abaixo.
Que o Senhor possa continuar usando o testemunho deste irmão para abençoar a muitos trazendo ânimo e esperança, num mundo tão perdido e cheio de dor!
Em Cristo,
BP
03/09/2008
Este é meu Rei!
Ao ouvir este sermão, não há como não ser levado a um espírito de adoração e louvor ao Senhor Jesus. O irmão Lockridge, de um modo muito arrebatador, declara quem é o seu Rei, o Senhor Jesus.
Como o sermão está em inglês, fiz uma busca na net para ver se achava alguma tradução e encontrei uma no site www.monergismo.com, de Felipe Sabino.
Convido você a ouvir este trecho do sermão acompanhando a tradução do inglês para o português no vídeo disponibilizado (encontrei vários vídeos no youtube com este trecho do sermão, “That’s my King” - Este é meu Rei).
Que o Espírito Santo nos conduza a nos render a esse tão maravilhoso Rei, o Senhor Jesus!
(Nota: Recebi hoje - 03/05/09 - do Ademar no "Deixe sua mensagem" o endereço desse mesmo video já legendado em portugês no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=-BM2Mn-3Dto&feature=player_embedded)
He's the King of the Jews - that's an Ethnic King.
He's the King of Israel - that's a National King.
He's the King of righteousness.
He's the King of Heaven.
He's the King of glory.
He's the King of kings and He is the Lord of lords.
Now that's my King.
Don't try to mislead me.
My King is the only one of whom there are no means of measure that can define His limitless love.
No far seeing telescope can bring into visibility the coastline of the shore of His supplies.
Well... well...
He's entirely sincere.
He's eternally steadfast.
He's immortally graceful.
He's imperially powerful.
He's impartially merciful.
He's God's Son.
He's the sinner's saviour.
He's the centerpiece of civilization.
He stands alone in Himself.
He's august.
He's unique.
He's unparalleled.
He's unprecedented.
He's supreme.
He's pre-eminent.
He's the highest personality in philosophy.
He's the supreme problem in higher criticism.
He's the fundamental doctrine of true theology.
He's the cardinal necessity of spiritual religion.
That's my King.
Well... Bem...He... Ele...
He's the only one able to supply all of our needs simultaneously.
He cleanses the lepers.
He's the doorway of deliverance.
He's the pathway of peace.
He's the roadway of righteousness.
He's the highway of holiness.
He's the gateway of glory.
He's the master of the mighty.
He's the captain of the conquerors.
He's the head of the heroes.
He's the leader of the legislatures.
He's the overseer of the overcomers.
He's the governor of governors.
He's the prince of princes.
He's the King of kings and He's the Lord of lords.
That's my King.
That's my King.
My King....Meu Rei...
His office is manifold.
His promise is sure.
His light is matchless.
His goodness is limitless.
His mercy is everlasting.
His love never changes.
His Word is enough.
His grace is sufficient.
His reign is righteous.
His yoke is easy and His burden is light.
He's incomprehensible. He's invincible. He is irresistible.
That's my King.
I'm talking about... He had no predecessor... and He'll have no successor.
There was nobody before Him... and there'll be nobody after Him.
You can't impeach Him... and He's not going to resign.
That's my King!
Praise the Lord...
That's my King!
We're around here talking about black power and white power and green power, but is God's power.
Yeah...Yeah... Thine is the kingdom and the power and the glory... forever... and ever... and ever... and ever...
And when you get through with all of the foreevers... then Amen!
19/06/2008
Por que lhes falas por parábolas?
de .......para esquinadecomunhao@gmail.com
data 17 de junho de 2008 20:49assunto PARÁBOLAS DO SENHOR JESUSIrmãos,
Um amigo meu que tem se mostrado interessado pelas coisas do Senhor, me perguntou porque o Senhor Jesus muitas vezes falava através de parábolas. A dúvida dele, e que acho que não respondi bem, é querendo Ele salvar a todos nós, porque não falava mais claramente? Será que vocês podem me ajudar a responder a dúvida dele tomando por base a própria palavra do Senhor, inclusive me explicando também a importância de se falar em muitas ocasiões através do recurso de parábolas no nosso cotidiano?Obrigado pela ajuda e que o Senhor vos abençoe!/Assinado/
Querido irmão:
Paz seja sobre a sua vida!
É interessante que esta pergunta que o seu amigo fez, foi em certo sentido a mesma pergunta que os discípulos fizeram ao Senhor. A pergunta deles foi: “ Por que lhes falas por parábolas?” (Mt 13:10)
O meu entendimento (e não podemos ser dogmáticos nisto) é o seguinte:
O Senhor Jesus falava muito diretamente quando o assunto era salvação eterna. Tome por exemplo alguns versos do evangelho de João, das palavras do Senhor Jesus:
3:14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
Entretanto, quando o Senhor estava falando dos mistérios do reino de Deus, ou quando Ele falava a respeito do discipulado, a Sua linguagem não era a mesma. Ele muitas vezes usava de parábolas e figuras. Era uma linguagem que revelava a verdade, mas ao mesmo tempo a ocultava.
Ou seja, os mistérios do reino de céus e os princípios do discipulado eram revelados apenas para aqueles que tinham crido nele, aqueles que eram nascidos de novo. Mas quanto aos que o rejeitavam, e não criam nele, nenhum mistério do reino de céus lhes era revelado.
Então agora veja qual foi a resposta do Senhor aos seus discípulos:
Mateus 13
11 Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido.
12 Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
13 Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem.
14 De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis.
15 Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados.
16 Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17 Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram.
O que vemos aqui é que por causa do endurecimento dos judeus (representado por suas autoridades) e por causa da rejeição ao Senhor Jesus, como mostrada em Mateus 12, o Senhor começa a falar-lhes em parábolas, como um juízo sobre eles. Mas os mistérios do reino dos céus que eram ocultos aos judeus, eram revelados aos discípulos através das parábolas.
O sentido disso é o que Paulo disse aos irmãos em Corínto, que “o homem natural (aquele que não nasceu de novo) não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1 Cor 2:14). Ele também disse que “a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1 Cor 1:18)
Como crentes em Jesus Cristo, temos o privilégio de conhecer os mistérios do reino dos céus. E isso nos é dado por revelação de Deus, no sentido de que não vem de carne e sangue, não é algo do homem, mas somente de Deus. Por isso Paulo ora em relação aos irmãos em Éfeso, “para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração...” (Ef 1:17-18).
O que eu quero dizer com isso é que conhecer os mistérios do reino é um privilégio nosso, mas que também não é algo automático. Precisamos buscar ao Senhor por revelação, por entendimento espiritual. E agrada ao Senhor revelar essas coisas aos que o buscam. É um direito nosso conhecer aquilo que está no coração de Deus. Os seus mistérios estão ocultos para aqueles que não O receberam, mas estão à disposição daqueles que O buscam.
Assim que o Senhor falou a parábola do semeador os seus discípulos inicialmente não a entenderam, mas porque perguntaram ao Senhor Ele teve prazer em lhes explicar. Assim também podemos fazer. Podemos orar: “Senhor abra o meu entendimento para conhecer os teus mistérios. Dá-me entendimento para conhecer o que está no teu coração”!
Quanto “à importância de se falar em muitas ocasiões através do recurso de parábolas no nosso cotidiano”, creio que o mais sábio é buscar a direção do Espírito Santo para que Ele use o nosso falar de modo desimpedido e com graça. O recurso da parábola é muito poderoso para se fazer entender e comunicar a verdade. As figuras de linguagem podem avivar as verdades que se quer comunicar. Mas devemos usá-las sem abusar, sem exageros, apenas como ilustração ou para enfatizar uma verdade. Alguns parecem que tem o dom natural para fazer bem isso. Outros, como eu, só podem admirar quem consegue fazer assim. Se você tem essa facilidade e o faz com graça, se esmere e continue.
Bem, era isso meu querido irmão. Este é o meu entendimento.
Vou postar esta resposta no blog e quem sabe outros irmãos possam contribuir também acrescentando ou mesmo com um ponto de vista diferente. Assim você poderá ter outras contribuições em resposta a essa sua dúvida.
Espero ter ajudado.
Um abraço.
NAquele que nos deu o Espírito Santo que nos guia a toda a verdade,
Billy Pinheiro
12/06/2008
Um outro evangelho
(Gálatas 1:6-8)
Queridos amigos:
Depois de muitos dias sem vir nesta "Esquina" para comunhão com vocês através das postagens, estou de volta. A agitação e corre-corre do dia-a-dia acabaram por me imobilizar quanto a estar aqui e poder repartir com vocês aquilo que Deus tem colocado no meu coração. Vendo o meu dia-a-dia neste último mês, posso reafirmar o quão necessário é viver a realidade das duas mensagens que postei anteriormente: Remindo o tempo: as prioridades da nossa vida e Remindo o tempo: Contando os nossos dias diante do Senhor. E talvez seja assim mesmo, o Senhor nos leva a situações que permitem que sejamos provados exatamente naquilo que pregamos (ou postamos). Mas a Ele que sempre nos conduz com sua graça e amor seja todo o louvor!
Quero deixar aqui hoje uma breve reflexão da expressão que Paulo usou para os Gálatas: “um outro evangelho”.
Nada há tão maravilhoso para aqueles que sendo pecadores perdidos se tornaram filhos amados de Deus quanto ao fato de terem recebido o evangelho de Deus. Quão insondável é este evangelho! Quanta riqueza nos foi trazida da parte de Deus através deste evangelho! Ah, meus queridos, como Paulo diz, é o “evangelho das insondáveis riquezas de Cristo”! (Ef 3:8)
Pare um pouquinho aqui: permita cada palavra tocar o seu espírito. Quão grande é o evangelho que Deus nos outorgou: evangelho das insondáveis riquezas de Cristo!
Paulo estava chamando a atenção aos Gálatas, pois eles estavam deixando este evangelho e indo após outro evangelho. Que coisa terrível. E porque outro evangelho? Na verdade eles estavam acrescentando algo à graça de Deus. Estavam acrescentando algo à obra de Cristo. O que estava sendo pregado entre eles era que a graça não era suficiente, lhes era necessário acrescentar um punhado de coisas da lei, principalmente a circuncisão.
Mas para proteção dos irmãos ali, Deus levantou um Paulo para tocar a trombeta da verdade e a “plenos pulmões” dizer que seria anátema quem pregasse um evangelho que fosse além da graça de Deus.
“Senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo” (Gal 1:7). Não estaria isso ocorrendo hoje no meio da irmandade? Temos visto tantos desvios da verdade, tantas perversões do evangelho de Cristo.
Quando olhamos para a irmandade hoje, tão oprimida por sistemas religiosos, sistemas e tradições de homens, jugos terríveis, não seria isso que nosso irmão Paulo nos diria também? Creio que sim! Quanto legalismo tem sido imposto como uma forma de vida e não apenas isso, mas até mesmo como condição de salvação. “Cuidado irmãs, no inferno está cheio de mulheres que usam batom”, vociferou um pregador. Como se a entrada na glória fosse determinada por usar ou não um apetrecho de maquilagem. Quanta loucura!
Gostaria de proclamar com todas as minhas forças: qualquer coisa que seja acrescentada à graça de Deus é uma desonra e desprezo à pessoa do Senhor Jesus e à Sua obra na Cruz!
Oh, meus queridos, temos todas as coisas de Deus no evangelho de Jesus Cristo. Todas as coisas nos foram doadas no evangelho. Na verdade o evangelho é o próprio Senhor que nos foi dado! “Por que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...” (Jo 3:16) Tudo está nele, em Cristo! Do início ao fim. Toda a nossa salvação está nele. Em nada mais! Em nenhum sistema, em nenhum esforço da nossa parte, em nenhum credo religioso, em nenhuma prática, em nada que possamos fazer, mas está na bendita pessoa de Jesus Cristo!
Meu querido, vocês já experimentou essa graça maravilhosa de Deus? Você está seguro e descansado nEle, de que agora você é aceito diante do Pai por causa dEle e da sua obra na cruz? Espero que todos os que lêem esta postagem tenham uma firme certeza de que receberam o evangelho de Deus.
Todo evangelho que não dá a primazia a Cristo e à Sua obra, ou que não O tenha colocado como suficiente em tudo e em todos, é um “outro evangelho”! Fujamos deste “outro evangelho” para o verdadeiro evangelho. Corramos para:
o evangelho da graça de Deus (At 20:24);
o evangelho de Deus (Rm 1:1);
o evangelho de seu Filho (Rm 1:9);
o evangelho de Cristo (Rm 15:19);
o evangelho da glória de Cristo (2Cor 4:4);
o evangelho da vossa salvação (Ef 1:6);
o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3:8);
o evangelho da paz (Ef 6:15);
o evangelho de nosso Senhor Jesus (2 Ts 1:8);
o evangelho da glória do Deus bendito (1 Tm 1:11);
para CRISTO e Ele somente!
Deixo a seguir um pequeno vídeo da pregação do irmão John Piper com tradução para o português, que denuncia o “evangelho da prosperidade" como um "outro evangelho”.
Este é apenas um exemplo de um outro evangelho. Mas como tem sido tão difundido no Brasil, espero que esta postagem aqui seja de ajuda para nos alertar e encorajar a permanecermos nEle, que é o verdadeiro evangelho de Deus!
NAquele que é o nosso evangelho,
02/05/2008
Trazendo à memória o que pode nos dar esperança
Convido-os a meditar na pessoa e na obra do Senhor Jesus a nosso favor. Quão encorajados somos ao fazermos isso! Quão renovada é em nós a viva esperança de novos céus e nova terra! Quanta alegria e segurança invadem o nosso coração com a certeza de que nEle fomos aceitos diante do Pai.
Que paz trás à alma lembrarmos das suas palavras, quando disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”. (João 10:11). Aleluia! Por amor a mim e a você Ele se deu completamente na cruz do calvário. Como disse um poeta: “sublime amor!”
Deixo com vocês alguns versos das Escrituras e também uma canção muito inspiradora que fala da pessoa do Senhor Jesus.
Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. (2 Coríntios 8:9)
...pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. (Filipenses 2:6-8)
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53:4-5)
... e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Isaías 9:6)
Esta canção é de autoria do irmão Sérgio Suave e é interpretada por ele mesmo. Tive a alegria de conhecê-lo num retiro no feriado de carnaval na cidade de Uberaba-MG em Fevereiro deste ano. Nesta oportunidade, junto com ele e outros irmãos, pudemos compartilhar a Palavra do Senhor. Que Deus possa agraciá-lo com novas canções que glorifiquem o nome do Senhor e que inspire o povo do Senhor à verdadeira adoração e às ações de graças.
NAquele que nos amou com amor eterno, o Alfa e o Omega,
BP
28/04/2008
Remindo o tempo: Contando os nossos dias diante do Senhor
Na postagem anterior vimos um dos aspectos importantes na questão de remir o tempo: as prioridades da nossa vida. Em complemento, segue agora um outro aspecto a ser considerado:
Contando os nossos dias diante do Senhor
Ao pensarmos em remir o nosso tempo, o segundo ponto importante é sabermos contar bem os nossos dias diante de Deus. Quando Moisés estava no final de sua vida, ele fez uma oração importantíssima: "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal modo que alcancemos corações sábios" (Salmos 90:12).
Essa é uma oração também importante para nós. Moisés era alguém que tinha muita intimidade com o Senhor. A Escritura diz que o Senhor falava com Moisés como a um amigo, face a face. Mesmo assim, Moisés estava pedindo sabedoria. Se Moisés pediu, quanto mais nós precisamos pedir sabedoria para contar os nossos dias.
Pode ser que muitas vezes, os nossos dias, os nossos anos, não estejam sendo contados pelo Senhor. Se você ainda não teve um encontro com o Senhor Jesus, saiba que, espiritualmente, você não tem nenhum dia na presença do Senhor. É necessário que você se arrependa, creia no Senhor Jesus e o confesse como Senhor, e então Ele vai te salvar, e algo espiritual, algo maravilhoso, acontecerá com você: você nascerá de novo, e terá o seu primeiro dia de vida diante de Deus!
Às vezes nós passamos muitos anos caminhando com o Senhor. Alguns de nós nascemos de novo faz vinte, trinta ou cinqüenta anos. Mas isso não significa que todos esses anos foram contados diante do Senhor. Às vezes, os nossos dias, nossos anos, têm sido consumidos por coisas que não agradam ao Senhor e não foram vividos na presença do Senhor, não foram vividos na ordem que Deus estabeleceu. Necessitamos nos voltar para o Senhor, e fazer esta oração que Moisés fez: "Senhor, ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio".
A figura do gafanhoto
Quero citar um versículo do livro de Joel. Há uma promessa de Deus ali. Talvez Deus possa falar ao seu coração da mesma maneira que falou comigo através deste versículo. Como disse no começo, freqüentemente o Senhor falou comigo me exortando, tanto animando-me, como advertindo-me. E este é um caso; é uma promessa do Senhor ao seu povo: "Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros" (Joel 2:25).
Esta é uma promessa do Senhor. O povo de Deus tinha vivido longe da vontade do Senhor, e por essa razão esses anos haviam sido consumidos, haviam sido perdidos. Mas agora o Senhor está prometendo-lhes que restituiria os anos que haviam sido consumidos.
Às vezes nós olhamos para trás, depois de algum tempo seguindo ao Senhor, e nos sentimos frustrados, porque parece que muitas coisas não valeram a pena; parece que perdemos muito tempo com tantas coisas, e não tivemos as prioridades de Deus bem fortes em nosso coração; parece que aquele tempo foi consumido, que não teve nenhum valor.
O Senhor promete que vai nos restituir esses anos. Talvez tenhamos perdido muito tempo até aqui, mas o Senhor está nos prometendo que ele vai restituir esses anos. Ele pode fazer tudo novo para nós outra vez. Esta palavra é maravilhosa, e gostaria de deixar-lhes esta palavra de encorajamento.
O Senhor vai restituir os anos perdidos. Não importa quantos anos foram perdidos, há esperança para todos nós! O Senhor é maravilhoso. Ele é um Pai bondoso, e pode nos dar novamente esse tempo, pode restaurar esse tempo perdido. Nosso Deus é um Deus de oportunidades. Talvez agora possamos olhar para o Senhor, e Ele pode nos dar uma nova oportunidade e restituir os anos que foram consumidos.
Aqui em Joel está dizendo que os anos do povo de Deus foram consumidos pelo gafanhoto. Essa foi uma disciplina de Deus. No Antigo Testamento, no livro de Deuteronômio, o Senhor disse que quando o povo não estivesse vivendo de acordo com a sua vontade, quando o povo deixasse o Senhor de lado, e não fizessem de acordo com aquilo que Deus tinha ordenado, Deus ia permitir que o gafanhoto consumisse todo o seu trabalho.
Neste caso, o Senhor está dizendo agora que se nos voltarmos para ele, ele vai restituir os anos que foram consumidos pelo gafanhoto. Talvez neste momento, cada um de nós diante do Senhor precisa perguntar o que tem sido o gafanhoto em nossa vida. O Senhor, por seu Espírito, pode dar luz aos nossos corações e nos mostrar o que tem sido esse gafanhoto. Talvez seja uma vida muito ocupada, que não tem tempo para buscar o Senhor, ou o esfriamento do nosso coração, ou a desobediência do nosso coração. O Espírito de Deus pode falar com cada um de nós, pode iluminar os nossos corações e nos mostrar qual é o gafanhoto.
O gafanhoto pode consumir os nossos anos diante de Deus, e pode devorar todo o fruto do nosso trabalho. Então, é importante que venhamos diante de Deus e que o Senhor nos mostre, que abra o nosso entendimento e nos faça ver o que é que tem sido o gafanhoto em nossas vidas, para que os nossos dias sejam contados na presença do Senhor, para que possamos dizer como Paulo no final da sua vida: "combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé" (2ª Tim 4:7).
Paulo completou a sua carreira porque certamente os seus anos foram contados diante de Deus. Se não fosse assim, a sua carreira não teria sido completada. Mas, graças a Deus, ele pôde dar esse testemunho de que completou a sua carreira. Nós temos o testemunho de Paulo que Deus é fiel, e Deus pode fazer que completemos a nossa carreira também.
Mas se os nossos anos foram consumidos pelo gafanhoto, não será fácil completar a nossa carreira. Pelo contrário, pode ser que não a completemos, e isso seria uma coisa terrível diante do Senhor. Mas, graças a Deus pela bondade de Deus; uma e outra vez Ele fala por seu amor para conosco. Ele nos chama a atenção como um Pai bondoso, nos mostra qual é o caminho que devemos seguir. O Senhor me mostrou muitos gafanhotos em minha vida. Graças a Deus, Ele é poderoso e bondoso para restituir-nos os anos que foram consumidos.
Alimentando-nos de gafanhotos
Muitas vezes as tribulações, as aflições da nossa vida, os problemas entre irmãos, os problemas na família, os problemas de saúde, os problemas financeiros e toda sorte de coisas, podem estar consumindo os nossos anos. Mas, se formos diante do Senhor, todas essas coisas vão nos fazer mais sábios e vão nos levar a contar os nossos dias diante de Deus. Vão nos fortalecer diante do Senhor, e Ele vai usar isso como uma comida para nós.
Quando lembramos do povo de Deus que saiu do Egito para entrar em Canaã, o testemunho deles antes de entrar era que aquelas pessoas em Canaã eram gigantes, e eles se sentiam como gafanhotos. Então o povo murmurou diante de Deus. Mas duas pessoas, Josué e Calebe, proclamaram que o Senhor estava com eles, e porque o Senhor estava com eles aqueles gigantes seriam como pão para eles.
Eu creio que não foi em vão que o Senhor, pelo Espírito Santo, tenha registrado que João Batista se alimentasse de gafanhotos. João Batista tem um testemunho diante de Deus, e uma das coisas maravilhosas na vida do profeta é que ele era um naziereu, uma pessoa consagrada ao Senhor. E como vocês se lembram, um nazireu não podia cortar o seu cabelo, não podia tocar em coisas mortas e também não podia tomar vinho.
Esta é uma situação importante para nós. Quando nós queremos comer os gafanhotos, quando queremos contar os nossos dias, precisamos nos consagrar ao Senhor, como um nazireu. Ter os nossos cabelos crescidos, não fisicamente, mas espiritualmente, significa negar-nos a nós mesmos, tomar a cruz e seguir ao Senhor, dia a dia.
Não é que o vinho, que alegra o coração do homem, seja pecaminoso. Nós podemos tomar vinho. Mas aqui, espiritualmente, é uma figura de que muitas vezes, por amor ao Senhor, deixamos de lado algumas coisas que são boas, para nos dedicar a Ele.
Outra coisa que um nazireu fazia era não tocar em coisas mortas. Espiritualmente, isto nos fala que também não devemos tocar as coisas que aos olhos do Senhor são mortas. Precisamos estar diante de Deus em consagração, e Ele é quem pode nos ajudar, porque em nós mesmos não temos forças. Mas com a ajuda do Senhor, por Seu Espírito, podemos ir adiante e rogar-lhe que nos ajude a contar os nossos dias, e assim os nossos dias serão contabilizados pelo Senhor.
O Senhor tem-nos dito, então, que devemos remir o nosso tempo. Que Ele nos ajude, que Ele nos fale ao coração, para que possamos remir o nosso tempo nestes dias tão maus, e correr a nossa carreira de forma que agrade ao nosso Pai, de forma que traga glória ao Senhor, e quando chegarmos diante dEle possamos ouvir aquela frase maravilhosa: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei; entra no gozo do seu Senhor".
Que o Senhor nos abençoe. Amém.
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Nota: Esta é a segunda parte de uma mensagem que compartilhei com os irmãos em Temuco - Chile em maio/2006. A mesma foi transcrita e publicada primeiramente pela revista Águas Vivas em Espanhol.