08/10/2007

Lavar os pés uns dos outros

Queridos amigos:
iniciando mais uma semana de trabalho, desejo a benção de Deus sobre cada um de vocês! E pensando na comunhão, com o Senhor e uns com os outros, deixo mais um pequeno extrato do livro já citado em uma postagem anterior.
Tenham uma semana cheia das bençãos dAquele que é o Deus de toda graça!
NEle.
BP
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O Senhor amou Sua igreja e Se entregou por ela, e a santificou, purificando-a pela lavagem da água pela palavra, de forma a apresentá-la a Si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha ou ruga, ou qualquer outra coisa semelhante (ver Efésios 5:25b-27). O Senhor está nos lavando. Ele está lavando Sua igreja todo o tempo; esse é o Espírito da vida. Ele está santificando Sua igreja, purificando-a pela água com a palavra; essa é a obra consumada de Cristo. Ele está sempre nos purificando. Como a igreja necessita ser santificada e purificada todo o tempo, de maneira que Ele possa nos apresentar como uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer outro tipo de coisa!

Esse lavar dos pés é a comunhão. O Senhor disse: “Se não permitires que eu te lave, então não tens parte comigo”. Isso é comunhão. O que é comunhão? Comunhão é transmitir Cristo uns aos outros, e quando transmitimos Cristo uns para os outros, purificamo-nos. (grifo nosso)

Não sejamos tão orgulhosos a ponto de não permitir sermos lavados. Somos por demais orgulhosos algumas vezes. Achamos que não precisamos de Cristo, não precisamos dos nossos irmãos. Não sejamos assim tão orgulhosos para sermos lavados. Sejamos o suficiente humildes para aceitar sermos lavados. Não sejamos como Pedro a princípio. Ele não queria ter os pés lavados e, portanto, o Senhor teve de dizer-lhe: “Se eu não te lavar, não tens parte comigo”. Por outro lado, como irmãos, devemos também estar sempre prontos a lavar os pés uns dos outros, executando o trabalho mais baixo e humilde, para compartilhar Cristo com nossos irmãos e revigorá-los. Sendo, entretanto, humildes o bastante para também permitir que sejamos lavados. Somos, algumas vezes, muito orgulhosos para receber ajuda de nossos irmãos, mas necessitamos da comunhão de uns com os outros.
Stephan Kaung, The Life of Our Lord Jesus

04/10/2007

E foi transfigurado diante deles

Ontem tive o privilégio de estar com alguns irmãos estudando esse grande momento da vida terrena de nosso Senhor Jesus: a Sua transfiguração. À medida que meditávamos, o nosso coração se enchia de gozo pela grandeza do Senhor, pela Sua bondade, pela perfeição da Sua pessoa e pela Sua misericórdia para conosco.

Quantos pensamentos formosos nos vêm à mente ao meditarmos nesse acontecimento conforme registrado nos evangelhos (Mt 17:1-9; Mc 9:2-8; Lc 9:28-36).

É bastante instrutivo se observarmos esse momento, buscando entender o que significou tanto para o Senhor Jesus como para seus discípulos.

Algumas coisas recentes havia acontecido: O Senhor tinha sido rejeitado pela casa de Israel, como nos diz João, “...veio para os seus , mas os seus não O receberam...” (Jo1:12). Pedro havia recebido a revelação de que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus Vivo (Mt 16:16). A seguir O Senhor começou a mostrar aos seus discípulos que lhe era necessário ser morto e ressuscitado em Jerusalém (Mt 16:21).

Com esses acontecimentos recentes Ele sobe ao monte e quando orava a comunhão com Seu Pai foi tal que o seu tabernáculo terreno não pode conter a glória que havia nEle. Transfigurou-se! E imediatamente aparecem Moisés e Elias, falando com Ele a respeito da sua partida, da sua morte que estava para ocorrer em Jerusalém (Luc 9:31).

Entendo que para o Senhor esse momento foi um sustentáculo, um encorajamento, para realizar a obra que a Ele foi confiada. O Senhor havia sido rejeitado, e nem mesmo dos discípulos o Senhor encontrava a devida simpatia para esse momento. E como Moisés e Elias (representando a lei e os profetas), estavam falando com Ele respeito da sua morte, penso que eles estavam ali encorajando o Senhor a prosseguir e cumprir aquilo que a seu respeito constava na lei e nos profetas. Certamente eles lembraram ao Senhor que eles tinham vivido na esperança de que o verdadeiro cordeiro de Deus um dia realizaria a obra da redenção.

Por ter sido totalmente perfeito e agradado ao Pai em todas as coisas, o Senhor poderia ter voltado para a Glória, dali mesmo. Entraria um homem no céu, mas seria habitado apenas por Ele. Esse momento, como o irmão Campbell Morgan disse, era a coroação da Sua humanidade. Mas como o Senhor havia dito, se o grão de trigo caísse na terra e morresse produziria muitos frutos. E para isso Ele veio. Aleluia!

Ao invés de voltar para a glória Ele desce do monte para se encontrar com uma humanidade caída, pecadora, perdida, que O havia rejeitado, e seguir o caminho até o calvário. Oh, Senhor Jesus, como tu és bom! Maravilhoso foi o teu amor para conosco! Bendito seja o Senhor para sempre!

Para os discípulos esse momento foi único. Chamo a sua atenção para a expressão “diante deles” (Mt 17:2). Agradou ao Senhor permitir que seus três discípulos pudessem ter essa visão gloriosa da Sua pessoa. Os discípulos certamente não perceberam toda a grandeza e significado dessa visão naquele momento. Mas até o fim de suas vidas ela os acompanhou (Veja 2 Pd 1:17-18 e Jo 1:14). Certamente algumas realidades ficaram muito fortes no coração dos discípulos, como por exemplo:

Tiveram um testemunho claro da deidade de Jesus, tanto pela glória que foi manifestada como pela voz que ouviram.

Viram que o Senhor foi totalmente aprovado pelo Pai, em todas as coisas, e ouviram o testemunho do Pai a respeito dele.

Perceberam a realidade da ressurreição quando presenciaram a presença de Moisés e Elias.

A visão celestial sempre traz uma responsabilidade. Após essa visão o Senhor os chama para descerem com ele e encontrar com uma humanidade caída e carente representada pelo jovem possesso (Mt 17:14-18). Não era da vontade do Senhor que eles ficassem ali paralisados no desfrute da comunhão. Não! Havia muito trabalho ainda a ser realizado e eles eram cooperadores do Senhor (1 Cor 3:9). A visão do Senhor glorificado e a comunhão com Ele deveriam trazer sempre os frutos de boas obras e da manifestação da autoridade e glória do Senhor.

A cruz antecede a glória. O Senhor poderia ter retornado dali do monte com já dissemos, mas era necessário primeiro ir à cruz para depois entrar na glória. A visão da glória deve nos encorajar a tomarmos a cruz e seguirmos ao Senhor.

Eles deviam olhar e ouvir apenas o Senhor. Esse foi o testemunho da voz que ouviram. Seus olhos e ouvidos não deveriam ser colocados nos homens, embora pudessem ser servos fiéis ao Senhor. Como está dito em Heb 12:2, “olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus...”!

Foi orando, num momento de comunhão, que o Senhor transfigurou-se. Aprenderam que precisavam ter uma vida de oração e de comunhão com o Pai a fim de serem também transformados no caráter do Filho de Deus, como nos diz Paulo em 2 Cor 3:18, “contemplando a glória do Senhor, somos transformados”.

Quantas lições maravilhosas aqui, não é mesmo?

“Senhor, dá-nos a graça de conhecê-lO e encoraja-nos com a visão da Tua glória!”

Naquele, que agradou plenamente ao Pai.
BP

02/10/2007

Tudo está nEle!

Compartilho com vocês um pequeno extrato de um dos livros de Stephen Kaung:
"O evangelho que recebemos não é outro senão o Filho de Deus, Jesus Cristo nosso Senhor. Nossa fé não está baseada em ensinamentos, doutrinas, formas, sistemas, rituais ou cerimônias, mas sim em uma Pessoa, o Cristo vivo. Toda a nossa vida cristã não é outra coisa senão um conhecimento vivo de Cristo Jesus. É fundamental que cada um de nós realmente O conheça - não apenas conhecê-lO em nossa mente, mas conhecê-lO de forma prática. Paulo tinha nisso sua grande paixão. Em Filipenses, ele diz: “Para o conhecer e o poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte, para de algum modo alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Fl 3:10-11). Espero realmente que essa não tenha sido a paixão somente de Paulo, mas também seja a nossa - conhecê-lO. Conhecê-lO, na verdade, é tudo. O espírito da Cristandade não está fundamentado em ensinamentos ou outras coisas, mas totalmente centralizado em uma Pessoa, nosso Senhor Jesus.

Dirigimo-nos ao final dessa era, a qual deve chegar a uma conclusão próxima. Existem nesse nosso tempo, todos os tipos de ensinamentos estranhos ao nosso redor, agitando pessoas de um lado para o outro. Como nos posicionar face a eles senão estivermos arraigados e estabelecidos em Cristo?
Qual é a vontade de Deus? Qual a suprema vontade de Deus? Qual é o eterno propósito de Deus? Sua vontade não é outra senão que Seu Filho possa ser tudo em todos. Essa é a suprema vontade de Deus. Sendo essa a Sua vontade, ela deverá também ser a nossa. Por isso é importante que conheçamos nosso Senhor Jesus de uma forma real, em vida, em toda Sua plenitude. Devemos concentrar toda nossa atenção nisso."
(STEPHEN KAUNG, The Life of our Lord Jesus)

Considerai atentamente!

“Considerai atentamente...”

Você se lembra de ter lido essa expressão em algum lugar? Lembra-se a quem ela se refere?

Isso mesmo! O escritor de Hebreus (Heb 3:1), inspirado pelo Espírito Santo, foi quem a utilizou, nos convidando a considerar atentamente o Senhor Jesus, o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão. Como Apóstolo o Senhor Jesus foi Aquele que trouxe Deus ao homem e como Sumo Sacerdote Ele levou o homem a Deus!

Como Apóstolo Ele trouxe tudo aquilo que é celestial, que é de Deus, até nós: a redenção, o perdão dos pecados, a justificação, a graça, a salvação, a vitória sobre todas as coisas, todas as riquezas de Deus pra nós! Como Sumo Sacerdote, sendo misericordioso e fiel, Ele é aquele que se compadece de nós em nossas fraquezas e vive eternamente por interceder por nós. Aleluia!

Consideremos atentamente a Jesus! Precisamos contemplá-lo! Pensar nEle! Meditar na pessoa bendita dEle! Conhecê-lo! Em todo o tempo.

Paulo, o apóstolo, manifestou desejar isso ardentemente quando disse aos Filipenses, que considerava “tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus..” (Fil 3:8). Pense nessa afirmação por um momento: “a sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus"! Que esse seja também o nosso desejo!

Que possamos orar: “Pai, abra os olhos do nosso coração para vermos quem é a Pessoa do Teu Filho. Que Ele seja o centro e o alvo da nossa vida!”

NEle.