25/09/16

Ebook: A Alma Generosa Prosperará

Neste livreto digital, são apresentadas algumas reflexões sobre finanças pessoais numa perspectiva do reino de Deus. Ou seja, como Deus vê e nos orienta nessa questão. De modo mais pragmático, são alguns pensamentos extraídos da Bíblia que nos dão o norte em como proceder nessa questão das nossas finanças pessoais. A autor se atém aos princípios bíblicos e não na metodologia em como administrar finanças pessoais. Os princípios abordados são: ter a consciência de que somos mordomos de Deus, a prática da generosidade, o trabalho diligente, ser íntegro e não desonesto e estar livres das dívidas. Entretanto, foi dada uma maior ênfase à prática da generosidade.

Praticarmos a generosidade é a forma de colocarmos sob os nossos pés toda a avareza do nosso coração. E quanto mais nos exercitarmos na generosidade, mais veremos os arranjos e a mão bondosa do Senhor sobre a nossa própria vida e da dos outros. Embora o autor creia que Deus pode fazer próspero o caminho dos Seus filhos, não faz qualquer apologia à teologia da prosperidade. Antes, afirma que esta teologia é contrária ao evangelho de Jesus.
Para baixar este livreto gratuitamente clique em um dos links abaixo:
Arquivo em epub: https://goo.gl/OnWtHF (para leitura em tablets e smartphones)
Arquivo em pdf: https://goo.gl/DhFSM4 (para leitura em PC e impressão)

Boa leitura.

BP

23/09/16

Perseverar e passar a tocha do testemunho de Jesus

Importante mensagem para nossos dias, ministrada por Stephen Kaung, um ancião já com seus 101 anos, abordando a necessidade daqueles que são mais maduros no Senhor, não só que eles mesmos sejam fiéis em levarem a tocha do testemunho de Jesus, mas também possam passá-la para a geração mais jovem a fim de que este testemunho seja mantido até que o Senhor volte. Para isso, nesta mensagem o irmão Kaung usa o exemplo do apóstolo Paulo, de como ele se relacionou com Timóteo, Tito, e Epafras a fim de passar a tocha do testemunho à geração seguinte.

Confira esta mensagem no vídeo abaixo:




Este sermão foi traduzido e legendado em português pela equipe Esquina de Comunhão. Basta ativivar a legenda no youtube. Caso deseje obter o texto da mensagem, na descrição do vídeo há o link para fazer o download do aquivo em pdf.

Que o Senhor o fortaleça na sua carreira cristã a permanecer fiel e também no devido tempo poder passar a tocha do testemunho de Jesus às geraçoes mais novas.

NEle,


BP




21/09/16

Como o Senhor voltará?

Damos graças ao Senhor por preservar em vida alguns dos seus servos por tantos anos afim de usá-los para a edificação da igreja. Segue o sermão pregado pelo nosso irmão Stephen Kaung, no dia 05/07/16, agora com a idade de 101 anos!
Mensagem tão oportuna para os nossos dias, sobre a volta do Senhor e sobre a nossa responsabilidade em guardar o testemunho de Jesus até que Ele venha.



O sermão foi traduzido e legendado em português pela equipe Esquina de Comunhão. Basta ativivar a legenda no youtube. Caso deseje obter o texto da mensagem, na descrição do vídeo há o link para fazer o download do aquivo em pdf.

Que o Senhor o abençoe e o desperte para amar a Sua vinda.

BP

09/06/16

A alma generosa prosperará (8/8)

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor 
O quinto aspecto que quero mencionar diz respeito às nossas dívidas. Paulo diz, em Romanos 13:8: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor...”. Se você quer honrar ao Senhor em sua vida financeira, então, tome hoje uma decisão: elimine as suas dívidas. A dívida corrói você e seu patrimônio. Juros são algo terrível. E os juros compostos, juros em cima de juros?! Se você extrapolou os seus limites e passou a utilizar o cheque especial, pagando juros de mais de 10% ao mês – Baratinho, não? –, mais de dez por cento está sendo corroído. Esse não é um princípio de Deus.
Dentre os que me lêem, provavelmente alguns de estão com dívidas e precisam  acertar isso. Porque o livro de Provérbios diz que aquele que é devedor se torna escravo do seu credor (cf. Pv 22:7). Se você vive constantemente em dívida, vive escravizado.
Como sair das dívidas? O primeiro ponto é nos perguntar: por que entramos em dívida? A primeira resposta que me vem é: porque não estamos aprendendo a estar contentes. Paulo diz: “Tendo sustento e com o que nos vestir, estejamos contentes” (I Tm 6:8); “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (cf. Fp 4:11); “Tenho a experiência, tanto de fartura quanto de escassez” (cf. Fp 4:12). Ele não sabia! Ele aprendeu a viver contente, e nós temos que aprender.
O problema da dívida é porque nos recusamos a viver no padrão que temos. É algo que sentimos no coração, a insatisfação com nosso padrão de vida. Então, a pessoa se sente na obrigação de se endividar para comprar um carro novo, um vestido novo, uma calça nova, um tênis novo. E com a facilidade das prestações que o comércio oferece, a pessoa vai comprando e se endividando.
É preciso nos fazer esta pergunta: por que estou contraindo dívidas? Tome a decisão de não contrair dívidas. Você sentirá liberdade financeira, o que lhe trará tranquilidade e acabará com muitos dos seus problemas. É a Palavra de Deus que diz: não fique devendo nada a ninguém. Então, se você está devendo, sente-se em casa com sua mulher ou marido, discutam o assunto, vejam o que vocês possuem, elaborem um orçamento e permaneçam dentro dos limites. É melhor você se privar de algumas coisas e viver em paz. O mundo apresenta vários apelos, e nós estamos cedendo a esses apelos; se alguém tem um carro melhor, uma roupa legal, seus olhos brilham e você decide que também deve ter. Não! A palavra é contentamento. Se Deus lhe deu, e você tem condições, usufrua. Mas nunca entre em dívida. Comece a observar esses padrões de Deus. Eles farão muita diferença na sua vida. Dívidas te deixam aprisionado. Tome a decisão hoje: parar de fazer dívidas e buscar a graça de Deus para acabar com as já existentes.
Como você pode fazer isso? O primeiro conselho que lhe dou é orar. Peça ao Senhor que lhe mande o escape. E você deveria também confessar ao Senhor, porque, no fundo, se Deus nos manda fazer uma coisa e a gente não faz, cometemos pecado. É rebelião. A ninguém deveis nada... e nós seguimos fazendo dívida!
Então, a primeira atitude é confessar ao Senhor. Mas o Senhor é misericordioso: peça o socorro, e Deus lhe dará graça para isso. A segunda atitude: vá se aconselhar com algum irmão na fé – ou irmã – que seja sábio. Existem muitas pessoas sábias. Não são pessoas com faculdade, não; são pessoas que possuem a sabedoria dada por Deus. Para minha alegria, recentemente descobri que minha mãe é uma excelente administradora, no que tange à economia doméstica. Ela se aposentou, vive com uma pequena renda, e o que ela faz com aquele dinheiro me deixou impressionado. Sem qualquer estudo acadêmico ela é muito sábia em administração de recursos domésticos.
Portanto, devemos conversar com pessoas sábias. Pessoas que, como a minha mãe, ganham pouco mas têm tudo em casa – uma alimentação primorosa, em que sempre há algo a servir às pessoas que visitam. Como essas pessoas conseguem fazer isso com pouco? Precisamos nos aconselhar com elas. Procure irmãos na fé em que você confia e se aconselhe. Então, tome a decisão de parar de ficar devendo, confesse, ore e se aconselhe. Você já tem dívidas, resolva-as e chega! E assuma a postura de não contrair outras. Talvez nos períodos festivos, por exemplo (natal, dia das crianças etc), em que o apelo do comércio é maior, você terá que explicar às crianças que a compra do presente será adiada, assim como a viagem, porque isso os endividaria e que vocês estão seguindo a orientação de Deus. Não entre mais em furada. Aprenda a estar contente com a situação. Se você não contrair dívidas, você honrará o Senhor.
Sabemos que isso não é simples, tanto que, como mencionei, existem 2.350 versículos sobre finanças na Bíblia. Mas tenho a convicção de que, se você também leu as postagens anteriores, o Espírito Santo falou com você, e que você pode tornar o dia de hoje um marco na sua vida, para você caminhar livre diante do Senhor, abençoando e sendo abençoado.
Que Deus abençoe a cada um de nós. Amém.
NEle,
BP


A alma generosa prosperará (7/8)

Sendo íntegros e não desonestos

O quarto aspecto tem bastante relação com o nosso trabalho. Como nós vamos honrar ao Senhor com os nossos bens, nossa renda, nessa questão de administrar as riquezas que vêm às nossas mãos? Sendo íntegros e não desonestos. Vocês podem considerar essa afirmação muito forte, mas, às vezes, somos desonestos sem perceber. Darei um exemplo simples, no seu trabalho: hoje, com a popularização da internet, existem as redes sociais, as salas de bate-papo. Quanto tempo você gasta com essas coisas no seu trabalho? Você está sendo pago para fazer suas tarefas, e passa uma, duas horas batendo papo na internet, olhando as redes sociais... Isso é honesto? As empresas permitem que você dê uma paradinha de um minutinho, olhe seu e-mail. Mas gastar muito tempo nas redes socias em vez de fazer o seu trabalho, cumprir com a sua obrigação, chama-se roubo. Palavra direta e franca: não é ser honesto.
Na adolescência, ao fazer um lanche num bar com a turminha, era divertido conseguir pegar um bombom sem pagar. É roubo! Não tem importância por ser uma coisinha pequena? Sim, tem toda importância! Lembrem-se: “Foste fiel no pouco”. Devemos ser fiéis no pouco. O Senhor fala: se você não é fiel no pouco, você não é fiel no muito. Então, se alguém rouba um bombom, significa que essa pessoa tem condições de roubar algo maior, só não rouba porque não houve uma pressão para isso ainda. Talvez, diante de um momento de pressão, ela roubaria.
Essa questão da honestidade é muito importante. Paulo escreveu aos Efésios, no capítulo 4: “Aquele que furtava, não furte mais”. Ele falou isso para crentes. Por que para crentes? Porque existe a possibilidade de alguém de nós, mesmo salvo pelo Senhor, ainda permanecer na prática do roubo. Lembram-se da capa de Acã? Ele foi orientado a não tocar em nada. Olhou aquela capa com cobiça, imaginou como ficaria maravilhosa nele. E, discretamente, a roubou. Então, veio a maldição sobre todo o povo. Uma atitude dele prejudicou o povo inteiro (cf. Js 7). Uma atitude nossa também pode causar muitos danos – sejam os cheques sem fundo, ou não pagar os compromissos assumidos. Devemos atentar à honestidade.
A Palavra de Deus diz, em Provérbios 15:6, “Na casa do justo há grande tesouro, mas na tenda dos perversos há perturbação”. Provérbios 3:32, “Porque o Senhor abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade”. Portanto, precisamos ter integridade, retidão. Provérbios 15:6, “O que é ávido por lucro desonesto transtorna a sua casa”. Se, numa negociação, você percebe que ganhou mais, levou vantagem sem o outro perceber, está agindo com desonestidade. Se seu lucro é desonesto, você traz transtorno para a sua casa. Assim diz a Palavra. Provérbios 21:6, “Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço mortal”. Provérbios 13:11, “Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem”.
Omitir informações na declaração do imposto de renda com o intuito de não pagar o tributo. Inventar coisas para colocar na declaração a fim de se esquivar do imposto. Sonegar. Isso é algo que a maioria das pessoas que não conhecem o Senhor faz, sob a justificativa, por exemplo, de que o governo rouba. Mas muitos que conhecem o Senhor também fazem isso, sabiam? Queridos filhos de Deus, não vamos trazer maldições para nossa casa, para nossa família, para nossa vida. Porque, se agimos errado, essa é uma consequência natural.
Podemos nos considerar muito honestos, e que isso não diz respeito a nós. Mas, após a leitura desses versos da Palavra, em que Deus fala com cada um de nós, é importante checarmos a nós mesmos a fim de honrar ao Senhor vivendo em real honestidade.
NEle,
BP

07/06/16

A alma generosa prosperará (6/8)

Trabalhando diligentemente 
A terceira forma de honrarmos ao Senhor é com o nosso trabalho diligente. A Palavra de Deus diz que não devemos ser preguiçosos. Paulo exorta os irmãos de Tessalônica: “[...] se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente [...]” (I Ts 3:10-11). Ou seja, Paulo diz que não se deve ajudar a pessoa que está na preguiça. Então, não pode haver ninguém preguiçoso entre nós, pessoas que pertencem ao Senhor. Devemos ter um trabalho.
Se você tiver necessidade, Deus irá supri-la, você será ajudado. Mas você deve estar trabalhando. Se estiver desempregado, o seu trabalho será buscar um emprego. Orar ao Senhor, procurar as oportunidades. Você não deve ficar comendo o pão na preguiça. Salomão diz, em Provérbios: “O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se”  (Pv 10:4). Você deve ser diligente. A preguiça traz a pobreza. Salomão diz: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso” [...] no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta mantimento”.  E por isso ele diz, ainda: “Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão [...]” (Pv 6:6-11)
A forma de honrarmos ao Senhor é como Paulo diz: devemos fazer as coisas não à vista dos homens, não apenas porque eles estão nos vigiando. Independentemente de o seu chefe estar olhando para você, te controlando, você deve fazer como ao Senhor. Assim diz a Palavra. Se você está fazendo o seu trabalho como ao Senhor, será um trabalho benfeito. Ou, no mínimo, será o melhor que você pode fazer. Tenho absoluta certeza disso e lhes garanto, que por causa disso, esteja certo de uma coisa: seu trabalho será reconhecido.
Tenho trinta anos de trabalho e já gerenciei em empresas grandes. Observo esse comportamento com muita percepção, e já fiquei triste algumas vezes, pois trabalhei com pessoas cristãs que não faziam o seu melhor. Fui gerente delas, e constatei que, caso um dia elas saíssem do emprego, eu não poderia recomendá-las a outra empresa. E já ouvi de outros cristãos que não mais dariam emprego a irmãos na fé, porque a maioria se mostrava relapsa, preguiçosa, desonesta. Que testemunho lamentável.
Então, sejamos generosos, mas também precisamos honrar ao Senhor no nosso trabalho. Precisamos trabalhar para termos condições de acudir ao necessitado. Busque sabedoria. Leia o livro de Provérbios. Seja diligente. A Palavra diz, em Provérbios: “Viste um perito na sua obra, entre reis será colocado” (Pv 22:29). Se você buscar a sabedoria de Deus no seu trabalho, você vai prosperar. Não há outra alternativa a não ser prosperar, porque Deus vai te abençoar. É algo natural.
Lembre-se: aquilo que você sabe fazer também é um dom de Deus. Aliás, existe um dom interessante, o qual não vejo ninguém pedindo em suas orações. Em Romanos 12, são mencionados vários dons: o da fé, da profecia, da administração, do serviço... Mas você também encontra lá: o dom da liberalidade. Dom de doar. Você já pediu esse dom? As pessoas pedem outros dons, mas o dom da doação não veja ninguém pedindo. Uma vez fiz essa brincadeira com um irmão, e ele disse que iria pedir esse dom a Deus. Depois de um tempo, ele me disse: – Deus me deu! E, realmente, eu vi no testemunho da vida dele. A primeira coisa que o vi fazendo foi comprar duzentas cadeiras para o local de reunião do grupo de irmãos onde ele se congregava. Deus o prosperou grandemente, foi impressionante. Mas ele não orou para ter o dom da liberalidade para poder prosperar, não! E se você quiser pedir o dom da liberalidade, que seja por amor, para ter um coração liberal.
Mas a habilidade que você tem no seu trabalho é um dom de Deus. Lembram quando foram construir o tabernáculo? A Palavra, em Êxodo, diz assim: “E todo homem hábil a quem o Senhor dera habilidade, inteligência para saberem fazer toda a obra...” (Ex 36:1). O talento que nós chamamos de talento natural vem de Deus também. Você pode se aperfeiçoar, e se você está com dificuldade no seu trabalho, peça sabedoria ao Senhor. Se você não sabe como resolver um impasse, se precisa fazer uma apresentação para o seu chefe ou para quem quer que seja, ou se precisa desenvolver um novo projeto, ore ao Senhor. Peça sabedoria. Faça o seu melhor. Não seja relapso. Não seja preguiçoso. Seja perito, e você será sempre lembrado e “colocado entre reis”.
Já trabalhei muito e com muita gente. Só de você ser responsável, você já ganha muitos pontos. Vejam só, isso não é nada mais do que a obrigação. Por exemplo, um profissional autônomo promete entregar um trabalho em determinada data, mas não entrega. Seja comedido, trabalhe com empenho para que na data acertada você cumpra com seu compromisso. Tenha responsabilidade. São coisas básicas.
Portanto, grandes frutos vêm do seu trabalho – um trabalho honesto, responsável, feito como para o Senhor. Grandes frutos, além do testemunho que você vai dar a respeito disso. Não precisa falar nada, mas as pessoas vão notar que você é um bom empregado, diligente, uma pessoa de confiança e que elas podem contar com você. Faça para o Senhor, a Palavra diz, não quando os homens estão olhando, mas para o Senhor. Isso honra ao Senhor.
NEle,
BP

06/06/16

A alma generosa prosperará (5/8)

Praticando a generosidade
(Continuação...)
Uma pergunta que sempre é levantada: devemos dar o dízimo ou não? Ou, o dízimo se aplica nos dias de hoje ou não? Existe muita discussão quanto a isso. Se vocês até hoje vivem esse questionamento, gostaria de lhes convidar a abandoná-lo neste momento, e entender que hoje a linguagem da Graça não é mais aquela da lei, em que as pessoas eram obrigadas a pagar o seu dízimo. O dízimo sempre existiu, até antes da lei, e ainda existe hoje, é a décima parte. Mas quero lhes dizer, com plena convicção na Palavra, que o dízimo não existe mais como uma lei para nós.
Vocês podem separar a décima parte da sua renda, mas não em nome da lei pela qual muitos hoje trazem o povo de Deus sob jugo, aprisionando-os com discursos de ameaças: “cuidado com o devorador, se não der o dízimo você está roubando a Deus”. Eles se apresentam como receptáculos, cobradores de impostos de Deus, e fazem do local de reunião a casa do Tesouro. Vários irmãos já vieram me perguntar se, já que têm a obrigação de dar o dízimo, se devem dar sobre a renda bruta ou líquida. Que coração é esse? Essa é uma doação nos termos da lei, não mostra um coração generoso. Isso acontece em consequência do jugo, as pessoas ficam aprisionadas, com a consciência pesada, e ficam jogando com Deus. Mais ou menos como Jacó, elas dão com o intuito de fazer uma troca. Elas barganham com Deus: Senhor, se tu me abençoares te darei o dízimo de tudo. Não, irmãos. Longe de nós. Isso é tão pequeno, tão mesquinho. Mas é possível que vocês estejam com esse questionamento.
Não há problema em dar o dízimo, a décima parte da sua renda – se é isso o que você propôs em seu coração diante de Deus, amém! Mas não existe mais o “imposto”, nesse aspecto a lei passou. A linguagem de hoje, no Novo Testamento, é como Paulo fala: cada um contribua segundo o que estiver proposto no coração. Agora, vou lhes dizer: se sob a lei as pessoas separavam 10% da sua renda, quero lhes encorajar: na graça, separem no mínimo 10%, para que possam abrir o seu coração com generosidade. No mínimo 10%, pode ser que seja mais – alguns irmãos, na história da Igreja, chegaram a viver com apenas 10% da renda e destinaram 90% para a assistência aos cristãos mais pobres e à obra de Deus. Então, faça uma indagação, como diz Pedro, de uma boa consciência, avalie se o seu coração é generoso ou não, e veja em que mar você está navegando nessa questão financeira.
A quem nós devemos dar? Como nós devemos dar? Os pregadores da teologia da prosperidade pregam o dízimo, a fim de obter benefícios para si, e o povo se sente na obrigação de pagar os 10% ao local onde eles se reúnem, sob pena se serem amaldiçoados se não pagarem. Não é essa a realidade de Deus em Cristo hoje. Mas a Palavra de Deus nos exorta a assumirmos nossa responsabilidade em sermos generosos – além do privilégio que teríamos; Paulo diz que os irmãos da Macedônia rogaram para que os deixassem contribuir aos santos também. Vejam só: eles queriam e rogaram para que lhes fosse permitido participar da graça de contribuir. Isso era um privilégio para eles. 
Assistência aos pobres
Devemos ter alguns pontos em vista. A Palavra de Deus diz que devemos repartir, dar, atender em primeiro lugar aos pobres, entre os santos. Mas não apenas entre os santos; também os de fora. Mas, diz a Palavra, primeiramente devemos cuidar dos de casa. Portanto, você deve cuidar das pessoas da sua família – mãe, pai, filhos, mulher ou marido etc. Havia, mesmo na lei, aqueles que, em vez de dar aos pais, separava para levar ao templo, e diziam aos seus pais “que aquilo que podriam aproveitar deles, era Corbã, isto é oferta ao Senhor” (cf. Mc 7:11-12). Jesus, diante disso, afirma que essas pessoas estavam invalidando a Palavra de Deus. Se for para ajudar ao seu pai, à sua mãe, não leve ao “templo”, não. Dê aos seus pais. 
Assistência aos que servem como obreiros e presbíteros
Temos, ainda, aqueles que servem ao Senhor na Palavra. Temos que cuidar deles. Paulo diz: “Digno é o trabalhador do seu salário”. Ele se refere aos obreiros, aos presbíteros que se afadigam no ensino, na Palavra, estão dedicados à obra de Deus e precisam ser assistidos pelos outros. Nós precisamos assumir essa responsabilidade. Há quem pense também que essa deve ser uma atitude dos irmãos que ganham muito, e não de quem ganha pouco. Irmãos, façam como aqueles da Macedônia, que em sua pobreza pediram para doar aos santos, e doaram. Paulo diz também que primeiro eles se deram ao Senhor, e depois doaram. É uma responsabilidade com aqueles irmãos que, secularmente, para cuidar das coisas do Senhor e nos ajudar, não possuem emprego e rendimento. Então, se até o momento você não assume a responsabilidade perante aqueles que alimentam a sua alma, você deve assumir. Paulo fala: se você recebe bênçãos e alimentos espirituais de alguém, nada mais justo que você retribua com bênçãos materiais. E declara o que está escrito na lei: você não deve amordaçar a boca do boi enquanto ele pisa o trigo. E completa: era com boi que Deus estava preocupado? Não, Deus queria falar de nós. (cf. I Co 9:1-15)
Portanto, diz a Palavra, aqueles que servem ao Senhor, que vivem do Evangelho, também precisam comer do Evangelho. Nós não podemos nos esquecer dos obreiros, não podemos nos esquecer dos presbíteros que se afadigam no ensino e na Palavra e que têm o testemunho do Senhor. Estes precisam ser ajudados: os de casa, os pobres, os santos em suas necessidades e esses irmãos que atuam na obra de Deus. 
Contribuir para a realização da obra do Senhor
Uma outra coisa para qual devemos contribuir é para que a obra de Deus seja realizada. Meu professor de economia sempre falava: não existe almoço gratuito. Você pode não pagar pelo almoço, mas alguém pagou. Não é verdade? Por exemplo, hoje nós estamos reunidos aqui neste local; este espaço custou dinheiro, existe o custo com aluguel. É algo prático, alguém tem que pagar! E quem vai pagar, irmãos? Nós temos a nossa responsabilidade. Vamos supor que o aluguel deste espaço custe duzentos reais. Nós somos cerca de cem pessoas. Se cada uma doar dois reais, todos participam e provavelmente sem sentir dificuldade. Reforço que este é um exemplo, não estou dizendo que vocês devem fazer dessa forma. Quero chamar a atenção para a responsabilidade que temos. Precisamos contribuir para a realização da obra do Senhor. Por exemplo, no nosso caso, se assumíssemos um valor mensal para viabilizar a realização das reuniões, precisaríamos honrar nosso compromisso, não deixar dívidas. 
Com quanto contribuir?
Quanto devemos separar da nossa renda? Separe uma quantia que você considere justa diante de Deus. Abra seu coração em generosidade, para atender aos santos, aos irmãos que trabalham na obra do Senhor, para atender às necessidades locais. Procure saber como isso funciona no local onde você se congrega, separe a parte que você sente no coração, e contribua. Caso pense que sua contribuição seria muito pequena e se sinta constrangido, sua contribuição é aquele cadarço que o irmão precisava, lembra? É aquele pedacinho de manteiga que a irmã precisava para passar no pão. Você não está doando para homens. O que a mão direita dá a mão esquerda não sabe. Uma boa prática é ter disponível nos locais que ocorrem as reuniões uma caixa para doação, assim ninguém precisa saber quem doou ou quanto colocou lá.
Então, a generosidade é uma boa prática. Passamos por muitas necessidades, claro. Mas não é apenas pelas necessidades que devemos ser movidos, e sim por amor. Precisamos ter um coração generoso.
NEle,
BP
                                                                             (Continua...)